segunda-feira, 13 de maio de 2013

Relações interpessoais ( Ato de ensino)

Ato de ensino: um entrelaçar entre psicanálise e educação.



            Ato, no paradigma da clínica psicanalítica, é o nome dado as intervenções do analista no processo de analise junto ao analisando. Quando fazemos esse elo entre psicanálise e educação, propomos buscar no ensino um ato, ou seja, fazer com que o sujeito (aluno) possa formular seu próprio saber, libertando-o do saber do Outro. A função do professore nessa abordagem não é apenas de repasse de informações, mas de construir um ato de ensino, com o qual possibilita ao seus alunos produzir um saber transformador e ético com seus desejos.

Segundo Sordi (2005), no campo psicanalítico a inteligência é definida não só apenas como uma capacidade de operar a realidade para auto-conservação, mas de criar uma realidade por meio dos seus próprios recursos: simbólico e imaginário. Assim o homem inteligente é aquele que tem compreensão de sua existência e vai a procura do seu próprio saber.

O sujeito:

Sujeito desejante, barrado, dividido.

O mundo:

*Três dimensões:

 real-simbolico-imaginario.

*Realidade do sujeito:

É eminentemente de linguagem e sexualizando. (simbólico e imaginário)



Ensino aprendizagem:

Ao inserir os conceitos psicanalíticos na educação acerca do inconsciente, coloca-se o pressuposto, no campo educativo, da existência de um saber que o Eu nada sabe do mesmo, ou seja, um saber que não pode ser controlado. Ou melhor, afirma-se que existe um saber que não se saber, mas se sabe.

Entre informar e transmitir existe uma grande diferença. Mendonça Filho (1998)

 coloca que ao contrario de informar, a transmissão não se prende a um saber consciente, assim transmissão não pode ser entendida como um diálogo que se realiza plenamente entre o educador e educando. Desse modo, na transmissão as palavras não só são a expressão do que desejamos passar para o outro, como também a impossibilidade do aluno as compreender em suas totalidades. O Eu não conhecer outra realidade que não sua realidade interna, formulada dentro de seu campo relacional, ou seja, “apreendido a totalidade do objeto não passa de uma ilusão do Eu.”( p. 79)

      Garcia (1998) afirma que o educador lida com transmissão do saber e o aluno movido pelo desejo de saber, uma vez que ele não tem o saber, coloca o professor na posição de suposto saber, recalcando a impossibilidade de plenitude do saber do mestre. Por meio desse desejo ocorre uma relação identificatória do aluno para o professor, ou seja, uma transferência.

      Professor x Aluno:

Freud (1976) afirma que a relação professor aluno é marcada pela ambivalência (amor/ódio). Sendo muitas vezes substitutivos dos seus primeiros objetos amorosos (os pais). Mendonça Filho (1998) ressalta que a identidade do professor parte de dois pressupostos: ideal e real. Logo o ensino assim parte da premícia da relação da imagem ideal do professor para com a limitação do homem real. Ser professor é uma função.

      Barros (2008) ressalta a importância de se foca nesse professor e seu desejo de sustentar esse lugar de educador. Assim como o aluno, o professor é um sujeito dividido e permeado por um fantasma.  

Educação:

No campo da educação se colocam árduos jogos de força entre amor e ódio, entre a produção, criação e a destruição. É permeada por jogos de poder existentes na relação junto ao saber e sua transmissão. Educação é ética, respeitosa para com o outro e sobre tudo coerente, não anulando as diferenças para se massificar e alienar em um todo coeso e igual.

Referência Bibliográfica:

BARROS, J. B.  Psicologia da educação : ensino- professor. Porto : Livpsic,2008

FREUD, S.  Além do princípio do prazer. Rio de Janeiro : Imago, 1976.

                    Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar. Rio de Janeiro :Imago, 1976.

                    O ego e o Id.. Rio de Janeiro : Imago,1976.

LOPES, E. M. T. (org) A psicanálise escuta e educação. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

MACIEL, M.R. Interface- Comunicação, Saúde, Educação v.9 n.17. Botucatu: MAR/AGO, 2005.

SORDI, R. O. A constituição da inteligência: uma abordagem psicanalítica. Psicologia: Reflexão e Crítica , 18. SET/DEZ de 2005.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

aviso relações interpessoais (aula dia 25)

Caros alunos,

gostaria de pedir desculpa a todos, mas a aula de ontem a noite junto com o banho de chuva na volta para casa me deixou completamente sem voz. não estou em condição de dar aula hoje. vou  dar uma pausa na voz me intopir de remedio, para amanhã esta boa para dar aula para o pessoal de dinamica de grupo.

os textos combinados para hoje fica para a proxima semana. espero que vocês entendam minha falta.


att,
prof camila

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aula Mal-Estar na Atualidade ( Dinâmica de Grupo e Relações inter-pessoais)

MAL-ESTAR NA ATUALIDADE 


Na atualidade temos novas formas de subjetivação que circunscreve um novo campo para se pensar o mal-estar. No campo de saber da psicanálise se estuda o mal-estar pelos destinos do desejo.

Crise entre:


pulsão                  civilização

particular                 geral                   

= mal-estar.





  • Ser humano tem uma condição trágica de sujeito.
  • O mal - estar é o que nos deixa dividido.
“O ver navios no caos do vazio.”

  • Sofre-se com o corpo e mente, porém a modernidade separou corpo e mente para ser possível se vender a força de trabalho.

  • Na Modernidade cria o conceito de privado e individualidade.
  • Na atualidade temos uma demasia do particular, um eu exibicionista e auto-centrado.


Na nossa sociedade temos uma dificuldade de aceitação das diferenças do outro. O que exige que todos tenham de ser iguais, surgindo dois lugares discursivos de mestre - Perverso e de objeto - masoquista. Nessa relação eu posso gozar do corpo do outro e o outro do meu.

Relações inter-pessoais: O que é o sofrimento?



Nota de aula:
O que é ser homem?
Sofrimento- Alma
 
 
 
 
 
 
"Chá de hortelã, litros de chá de hortelã, enquanto repito o mantra: não como a parede, porque tu sabes, mulher, uma hora come a parede, quebra a garrafa de bebida na pia do banheiro, chora na escada. Antes isso que um câncer mirim, diria minha mamães." (Lisboa,2011)
 
 
 
"A alma?
A alma da gente é um brinquedo
É uma espécie de espantalho,
Um boneco desengonçado e bom
Escondido em cofre de chumbo
Que está dentro de uma esfera de fogo
Que está dentro de um ouriço de diamante
Que está no centro de um oceano
Que bóia dentro de uma célula 
Nadando no sangue que bate." ( Tavares, 2007)
 
 
 
 
Referências:
 
Lisboa, Cristiane. Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou. Rio de janeiro: Memória Visual, 2011.
 
Tavares, Ulisses. (org) Quando nem Freud explica, tente a poesia! São Paulo: Francis,2007.


sábado, 23 de março de 2013

Psicologia do Desenvolvimento (sexualidade infantil)



Nota de Aula:
Sexualidade infantil




Fase Oral:
 “A boca enorme engole
E suga
E chupa até a raiz
Sente na garganta
Respira fundo
Língua aflita
Lambe.” (FARIA,1990)


Fase Anal:

   
“Pior que parar em porta de puteiro
É parar em cima de um bueiro
Eu não sei por que parei
Foi começando assim que eu me ferrei.”
(Keyla Boaventura e Kênya Boaventura)


“Eu não sabia seque que cidade era
aquela.[…]
E logo eu também estava
perdido.
Caminhei a esmo, era a
manhã de uma quarta-feira e eu podia
ver o oceano ao sul.[…]
A merda estava preste a escorrer
para fora de mim.
Segui em direção ao
mar.”
(Charles Bukowski)






Fase Genital:
“É o mesmo que antes
Ou que da outra vez
Ou da vez anterior a essa.
Eis um pau
E eis uma boceta
E eis um problema.
A cada vez
Você pensa
Bem eu aprendi desta vez.”
(Charles Bukowski)

Sexualidade humana é perversa polimofica.

Sexual é diferente de erótico.
Erótico que é o mesmo que genital.
Logo sexualidade é o mesmo que desejo, linguagem e libido.

Descobertas de Freud:
  • A vida sexual existe na infância.
  • Sexual é diferente de genital.
  • Vida sexual é diferente de reprodução
  • Todo o corpo é sexualizado.
  • Amnésia infantil.
OBS: Para o Ser biológico passar a Ser Social é preciso o banho de linguagem, que venha recair sobre o sujeito a pulsão sexual, o desejo.

Zonas Erógenas:
  • 1º Oral : Boca - Sugar.
Peito - Mamadeira ( Objetos de amor)
  • 2º Anal:
Merda ( Objeto de amor)
  • 3º Falica:
Descoberta do genital.
Aqui ocorrem os complexos de Édipo e castração.
Falo é diferente de pênis.
Acontece a angustia da castração, ou seja, da perda.


Referência Bibliográfica:
BUKOWSKI, Charles. O amor é um cão dos diabos. Porto Alegre: L&PM, 2007.
FARIA, Álvaro Alves de. Lindas mulheres mortas. São Paulo: Traço, 1990.