terça-feira, 14 de abril de 2015

Psicologia do Desenvolvimento ( Educação Fisica / Pedagogia) Aula desenvolvimento psicossexual

Nota de aula:
Complexos de Castração e Édipo.


Fase Oral:                                            
 “A boca enorme engole
E suga
E chupa até a raiz
Sente na garganta
Respira fundo
Língua aflita
Lambe.” (FARIA,1990)

Fase Anal:

“Pior que parar em porta de puteiro
É parar em cima de um bueiro
Eu não sei por que parei
Foi começando assim que eu me ferrei.”

(Keyla Boaventura e Kênya Boaventura)


 
“Eu não sabia seque que cidade era
aquela.[…]
E logo eu também estava
perdido.
Caminhei a esmo, era a
manhã de uma quarta-feira e eu podia
ver o oceano ao sul.[…]
A merda estava preste a escorrer
para fora de mim.
Segui em direção ao
mar.”
(Charles Bukowski)

Fase Genital:
“É o mesmo que antes
Ou que da outra vez
Ou da vez anterior a essa.
Eis um pau
E eis uma boceta
E eis um problema.
A cada vez
Você pensa
Bem eu aprendi desta vez.”
(Charles Bukowski)

Referência Bibliográfica:
BUKOWSKI, Charles. O amor é um cão dos diabos. Porto Alegre: L&PM, 2007.

FARIA, Álvaro Alves de. Lindas mulheres mortas. São Paulo: Traço, 1990.

Psicologia do desenvolvimento I ( Pedagogia) - Aula Pré-história da Criança

Nota de Aula:
Pré-história da Criança


O que é um filho?

“Um filho é, inicialmente, o desejo de um homem, o desejo de uma mulher e do encontro desses dois desejos nascerá um terceiro desejo, desejo de vida que vai encarnar no corpo do filho” (SZEJER ; STEWART. P.54)


A criança é construída enquanto sujeito (humanizada, com significações), antes mesmo do nascimento, no desejo de um  pai e uma mãe, desejos esses diferentes e muitas vezes conflitantes.  Esses desejos de ter um filho têm infinitas significações, as quais todas  incidem diretamente sobre o bebê, esse nasce carregando toda uma história antes mesmo do seu nascimento. Esses desejos é o que chamamos de banho de linguagem.
Esse banho não é consciente, mai inconsciente. Ele pre-existe antes do nascimento da crianças, e as vezes antes mesmo da concepção da criança.
A construção de um filho ( como significante, produzido por uma história, contexto, desejo, formador de um sujeito) não acontece pelo encontro de um ovulo e espermatozóide, mas antes de tudo pelo encontro de dois discurso carregado de significações de uma Mãe e de um Pai.
Desse modo: “A partir de todas essa palavras mais ou menos convergentes  e de todos esses não ditos, que se criam as bases das formações inconscientes, que se tornam depois conscientes, a partir das quais toda nova vida pode ser pensada.”( SZEJER ; STEWART. p.44)
Assim a criança já nasce carregando consigo fantasmas, histórias, mortos, e não ditos de seus pais, os quais a acompanharam ao longo da vida.
            Para se construir a pré-história de uma criança devemos nos fazer diversas indagações, e todas essas são pertinentes para se compreender a formação desse novo sujeito ( a criança).
Observar:
·         A história do casal e da família.
·         Tem irmão é  qual na seqüência?
·         Que criança deveria ser no imaginário dos pais?
·         Que filho os pais sonhavam em ter?
·         O filho é desejado ou negado?
·         Entre outras questões pertinentes.

Por pior que sejam os segredos devem ser ditos as crianças, mesmo sem os dizer sempre ecoam na criança. O dito tem o poder de estrutura a criança, acalenta e diminui a angustia do não saber, organiza assim um novo saber que irá acalmar a criança. Já o não-dito destrói, desorganizar, potencializa e gera angustia. É melhor dizer a criança as verdade que mascará-las.  
O desejo inconsciente é mais forte que todas as razões. Ele dilacera as razões, escapa e sempre é comunicado mesmo que silenciosamente, sendo constitutivo da historia de cada um.
Ter um filho implica em uma ambivalência. Para realizar esse desejo, implica na renuncia de outro. Nem sempre queremos pagar esse preço. A questão é qual desejo é maior!?

Referência:

SZEJER, Myruam; STEWART, Richard. Nove meses na Vida da Mulher. São Paulo: Casa do Psicólogo. P-43-81.


sábado, 28 de março de 2015

Psicologia da Aprendizagem ( Psicologia ) Aula II Abordagem humanista


Resumo da abordagem humanista:

O Homem:
O homem é um ser mundano, um vir-a-ser, vivendo um processo de continua transformação e experimentação do seu ser, no aqui e agora, onde seu objetivo ultimo visa a autenticidade, autonomia, auto-realização e o uso pleno de suas potencias.
O mundo:
            O mundo é subjetivo, a realidade não é objetiva, uma vez que na abordagem humanista tudo é centrado no sujeito, logo a realidade, o mundo é a percepção de como cada sujeito ver esse mundo, sendo mundos particulares e distintos de acordo com a percepção de cada pessoa, ou seja, a função do mundo assim seria de criar condições de expressão para o sujeito.
Sociedade-indivíduo:
            O foco é no sujeito e não na sociedade, logo é essa que deve servir e se adequar as necessidades do indivíduo, não o contrario, possibilitando a liberdade dos sujeitos e não o controle e opressão, aonde cada sujeito seria responsáveis por suas ações, assim essa sociedade defendida pelo humanismo estaria baseada não nos valores de consumo, mas no ser, com o fim último de possibilitar humanos felizes e realizados.   
O conhecimento:
            A partir da experimentação pessoal e subjetiva que o conhecimento é construído, posto que é no experimentar que o homem conhece, aonde a percepção é a realidade humana, e é inerente o conhecimento ao homem, com sede de devir, buscando se potencializar, curioso e criativo.
A educação:
            A educação centrada não no conhecimento escolar ou nas normas da sociedade, mas centrada na pessoa em amplo sentido, caracterizada assim pelo primado do sujeito, consistindo em uma educação democrática deixando a responsabilidade de aprendizagem aos próprios alunos, buscando sempre a autonomia, cabendo a educação possibilitar meios que permitam potencializar esses sujeitos e permitir tornarem-se pessoas responsáveis, autodeterminadas e com iniciativa, promovendo assim mudanças nos alunos.
A escola:
            A escola deve respeitar o aluno em sua autenticidade, oferecendo meios para desenvolver suas capacidades, potencializando-o como um vir-a-ser, aonde exames não existem, aonde o centro é no aluno, e cada um é único em sua processo de aprendizagem, devendo essa escola ser regulada por uma autonomia democrática.
Ensino-aprendizagem:
            O ensino-aprendizagem não utiliza o método diretivo, ou seja, trabalha conduzindo o aluno à sua própria experiência subjetiva para que ele possa estruturar-se e agir, no método de não diretividade não é previamente estruturado, aonde o professor se abastem de intervir diretamente mantendo uma atitude básica de respeito e confiança no aluno e suas potencialidades de vir-a-ser. 
Professor-aluno:
            Na abordagem humanista o professor, antes de tudo é um sujeito único com suas próprias experiências, sendo um facilitador do processo de aprendizagem do aluno, respeitando sua alteridade, mantendo sempre uma postura empática, compreensiva e sem apriores e de autenticidade.
Metodologia:
            Nessa abordagem não existe ênfase na metodologia, não existem modelos de aprendizagem prévios, uma vez que é centrada no aluno, além de que cada professor desenvolver sua forma única de facilitar a aprendizagem do aluno, assim o foco é no clima do ambiente de aprendizagem de respeito incondicional, possibilitando liberdade para aprendizagem, não abole a transmissão de informações apenas se foca nas que sejam relevantes ao aluno e compreendidas como mutáveis.
Avaliação:
            É incompatível com essa abordagem, além de quaisquer padronizações e estabelecimentos de valores exteriores e prévios, só sendo possível pensar na auto-avaliação uma vez que só o aluno saberá medir e avaliar sua aprendizagem, fruto de sua experimentação, que é um processo único e subjetivo como a realidade..



Psicologia da Aprendizagem ( Ciencias biologicas) Aula II Abordagem cognitiva

Abordagem Cognitiva:
Camila Guimarães




Abordagem Cognitiva:
¢Cognitivista é aquele que investiga os processos centrais do individuo, tais como: organização do conhecimento, processamento de informações, estilo de pensamento, comportamentos relativos à tomada de decisão.

¢Essa abordagem se propõe a estuda cientificamente a aprendizagem.

¢É uma abordagem interassionista.  

¢Homem e Mundo:
¢Homem e mundo são observados conjuntamente em suas relações. Aonde o conhecimento é produto da relação e interação entre homem e objeto.

¢Inteligência: forma de coordenação da ação a uma nova situação.

¢Sociedade e cultura:
¢Enquanto o homem caminha em prol de chegar ao raciocínio hipotético-dedutivo a sociedade caminha para a democracia, implica a deliberação comum e responsabilidade pelas regras que os indivíduos seguiram. 

¢Para uma democracia é preciso um respeito mutuo ao outro, característico da autonomia.

Conhecimento:
¢Conhecimento resultado da interação sujeito objeto. O conhecimento é ativo. Conhecer algo é agir sobre e o transformar.

ØPara a aquisição do conhecimento tem dois estágios:
¢Exógeno: repetição, constatação e copia.
¢Endógeno: relações de combinações.

 
Educação:
¢O processo educacional deve proporcionar situações desequilibradoras para o aluno.
¢Escola:
¢ Diretrizes da escola construtivista: trabalho de grupo, conseguir alto interesse pela tarefa (seja de fato desequilibradora) e diretividade seqüencial que façam a criança operacionalizar as informações se esforçando para encontrar um equilíbrio.

¢Ensino- aprendizagem:
¢O ensino é a organização dos dados da experiência, de forma a promover um nível almejado de aprendizagem.

¢        Professor X Aluno:
¢O professor deve possibilitar um ambiente desafiador ao aluno, além de reciprocidade intelectual e cooperação
¢Avaliação:
 
¢A avaliação deve está implicada na teoria, ou seja, investigar quais processos o aluno realizou, como o fez, como anda seu esquema e desenvolvimento.
¢Referências:
¢MIZUKAMI, Maria das Graças. Ensino: as abordagens do processo.São Paulo: EPU, 1986. p . 59-84


Nota de Aula Desenvolvimento de Piaget:

·         Qual o objetivo da Teoria de Piaget?
A grande preocupação da teoria é desvendar os mecanismos processuais do pensamento do homem, desde o início da sua vida até a idade adulta.

Piaget sustenta que a gênese do conhecimento está no próprio sujeito, ou seja, o pensamento lógico não é inato ou tampouco externo ao organismo, mas é fundamentalmente construído na interação homem-objeto.


·         O conceito de equilibração:
O conceito de equilibração torna-se especialmente marcante na teoria de Piaget, pois ele representa o fundamento que explica todo o processo do desenvolvimento humano. Trata-se de um fenômeno que tem, em sua essência, um caráter universal, já que é de igual ocorrência para todos os indivíduos da espécie humana, mas que pode sofrer variações em função de conteúdos culturais do meio em que o indivíduo está inserido.

O equilíbrio é o norte que o organismo almeja mas que paradoxalmente nunca alcança, haja vista que no processo de interação podem ocorrer desajustes do meio ambiente que rompem com o estado de equilíbrio do organismo, eliciando esforços para que a adaptação se restabeleça. Essa busca do organismo por novas formas de adaptação envolvem dois mecanismos que apesar de distintos são indissociáveis e que se complementam: a assimilação e a acomodação.
·         A assimilação:
Consiste na tentativa do indivíduo em solucionar uma determinada situação a partir da estrutura cognitiva que ele possui naquele momento específico da sua existência. Representa um processo contínuo na medida em que o indivíduo está em constante atividade de interpretação da realidade que o rodeia e, conseqüentemente, tendo que se adaptar a ela. Como o processo de assimilação representa sempre uma tentativa de integração de aspectos experienciais aos esquemas previamente estruturados, ao entrar em contato com o objeto do conhecimento o indivíduo busca retirar dele as informações que lhe interessam deixando outras que não lhe são tão importantes, visando sempre a restabelecer a equilibração do organismo.
·         A acomodação:
Consiste na capacidade de modificação da estrutura mental antiga para dar conta de dominar um novo objeto do conhecimento. Quer dizer, a acomodação representa "o momento da ação do objeto sobre o sujeito"  emergindo, portanto, como o elemento complementar das interações sujeito-objeto.  Em síntese, toda experiência é assimilada a uma estrutura de idéias já existentes (esquemas) podendo provocar uma transformação nesses esquemas, ou seja, gerando um processo de acomodação.

·         Estágios do desenvolvimento:

Esquema é uma forma específica de organizar o pensamento. Existe quatro Esquemas bases de Piaget. Todas as pessoas passam por esses estágios, aonde para chegar no estágio avançado é necessário passar pelo anterior. Para se alcançar um outro esquema ou estágio é preciso:
Assimilação – acomodação (ocorrendo entre eles um desequilíbrio)

Cada estágio tem um período básico para cada esquema (normal) com faixa etárias, essas não são fixas podendo ter uma folga de 2 anos, que a pessoas estarão dentro da normalidade. Só depois desses dois anos a mais é problemática a situação.


·         Desenvolvimento Cognitivo:

1-      Sensório motor: (0-2)
Reflexo-reação
Conservação do objeto
Olhar na direção do som

Nota:
Forma da criança pensar não é linguística, não é uma forma elaborada de raciocínio, sim física. Organizar o que cheira, sente e o motor. Percebe a realidade e agi fisicamente sobre a realidade. Não modifica muito o meio, posição passiva. Atua no reflexo e reação. Só entra no esquema o que ela percebe ou agi sobre a coisa. Se não ver o objeto (não encaixa no esquema) Olha na direção do objeto -> está aprendendo isso.

2-      Pré-operatório: (2-7)
Realismo nominal
Egocentrismo
Animismo
Conservação de sólido e líquido.
Seriação (5 anos)
Classificação (7 anos)

Notas:
Mais complexo. Operatório é no sentido de ação, pré-ação. Quando tudo aqui for alcançado vai está na operações concretas. Esse é o estágio pré-manipulatorio.
A linguagem é presa ao objeto. A palavra tem direção direta com a realidade, realidade ao nome das coisas, não crê que possa existir só no simbólico.

Egocentrismo (ela é o centro do mundo, sempre sua referencia)

Animismo ( alma) atribui vida a coisas que não tem. “A cadeira é má.”

Aprende a conservação do sólido e líquido: não percebe antes que a quantidade não muda com a modificação da forma. Não depende da forma. Aprende que se conserva a quantidade.

Não entende a seriação ( contar os números) só com 5 anos. Já a classificação com 7 anos, as coisas pertencem a grupos.

Ao aprender tudo isso a criança passa de estagio.  

3-      Operações concretas: (7-12)
Classes e subclasses
Relação

Notas:
A divisão de classes em outras pequenas classes se dá nesse nível. Fazer operações mentais sobre objetos, dês que esses sejam minimamente concertos. Trabalha com pasta e subpastas. Estabelece relações entre elas.
Tem de ter relação direta e concreta com a realidade, tem de visualizar.

4-      Operações formais: (12- …)
Raciocínio hipotético-dedutivo
Formas X conteúdo.

Notas:
A forma prevalece sobre o conteúdo. Não precisa do auxílio da realidade. Questiona a forma do argumento e não a veracidade dos fatos.
Ciência se encaixa aqui com o raciocínio hipotético-dedutivo Você pensa no se (hipótese) como se fosse verdade e não na realidade. Raciocínio sobre o raciocínio e não sobre a realidade.


·         Desenvolvimento Moral:

1-Anomia:
Ausência de lei, ocorre no sensório motor. Ocorre também no egocentrismo não ver o ponto de vista do outro, porque não os ver.

2-Heteronomia:
Segue a lei do outro, não cria a lei, não produz, mas a segue. Ou seja, não entende o principio só as lei, por isso não produz. Para produzir a lei tem de está na fase de operações formais. Nesse estágio não ver o por trás da lei, o que a sustenta e regula.

3-Autonomia:
Você faz a lei. Ocorre nas operações formais, entende os princípios que regem as leis e você se regula e as cria.  Só 1/3 das pessoas chegam a pensar assim no ocidente. Na autonomia sabe fazer a regra, não precisa que lhe der regras.




Psicologia do Desenvolvimento ( Educação Fisica) Aula II Conceito de adolescência

Adolescência uma construção sócio-histórica.
Camila Guimarães
Adolescência, adolescencia, adolescence.
     Termos semelhante em varias línguas que denominam uma mesma significação. Contudo, ao longo dos séculos, observamos uma disparidade acerca do conceito como Levi e  Schmitt afirmam. 
Existe uma diferença semântica entre idade média e modernidade.
“Se o termo adolescência ocorre tanto em textos atuais, quanto em antigos, seu sentido já não é o mesmo.” (MATHEUS,2007. p23)
Origem da palavra:
Latim: adolescere.
significa crescer ou desenvolver.
Roma:
Poder em Roma sustentava-se  na autoridade patriarcal, tinha o pátrio poder sobres os integrantes da família.
Grécia:
Não havia um sinônimo pro termo em latim.  Temos o efebo.
Jovem em formação, cultuado pela beleza e valor futuro social.
Amado e Amante
Idade Média
Duas culturas sagrado e profano:
Infância (primavera) infantia nascimento ate 7 anos, pueritia  dos 7 até os 14, adulescentia dos14 aos 21 e Juventus dos 21 aos 35 anos ( verão). Virilitas dos 35 aos 55  (outono) e senectus acima dos 55 (inverno).
Século XIX e XX
Adolescência como crise.
Zeca Baleiro:
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...